A obesidade infantil em Portugal assume, hoje, valores preocupantes sendo um dos mais sérios problemas de Saúde Pública.
De acordo com a segunda fase do estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative –COSI Portugal 2010, 30,2% das crianças portuguesas apresentam excesso de peso, das quais 14,3% são obesas.
A prevenção e promoção para a saúde nesta faixa etária é fundamental para que as crianças e jovens de hoje não sejam os adultos obesos de amanhã.
Vagueando pelas escolas portuguesas nos intervalos, observa-se logo pela manhã estudantes que carregam nas suas mãos, refrigerantes, bolos, fritos e chocolates. Estas são as ofertas do típico bar escolar das escolas portuguesas.
O cenário típico destes bares carregados de bolos, refrigerantes e alimentos com elevada densidade energética e fraco conteúdo nutricional, será a partir deste ano, uma realidade diferente.
A Direcção-Geral da Educação em conjunto com a Direcção-Geral de Saúde e a Ordem dos nutricionistas elaborou um documento com as linhas orientadoras que os bares escolares deverão seguir para promover o consumo de alimentos saudáveis nos jovens.
Os alimentos disponíveis nas escolas terão de obedecer a novos critérios sendo que terão de existir o triplo de alimentos a promover em relação aos alimentos a evitar.
Assim, pretende-se incentivar o consumo de alimentos como sumos naturais, fruta, saladas, leite e pão e limitar o acesso a bolos e bolachas.
A fiscalização estará a cabo da direcção das escolas e a Direcção-Geral da Educação deverá também monitorizar o cumprimento destas regras.
Através desta directriz pretende-se que os alunos possam fazer opções cada vez mais saudáveis através de um acesso facilitado a estes alimentos.
Os pais não devem demitir-se desta acção, sendo também co-responsáveis pela promoção destes hábitos também em casa.

