Portugal é um dos países da Europa
onde a natalidade tem decrescido amplamente. Inúmeras são as razões para tal
facto.
Este foi um dos temas abordados
durante a Universidade de Verão pelo Prof. Doutor Joaquim Azevedo de forma
exímia.
De acordo com o INE, há 12 anos para
cá a natalidade tem diminuído, apresentando mesmo valores preocupantes nos
últimos dois anos.
O Professor realçou a diferença
existente entre a fecundidade desejada (2,31) e a actual (1,28). Querendo com
isto dizer que existe até vontade de aumentar a natalidade mas que não existem
condições para tal. Não é necessário que as mulheres voltem para casa, é
imperioso remover os obstáculos existentes à natalidade desejada.
Neste sentido, foi divulgado este mês
de setembro pelas mãos do Prof.Doutor Joaquim Azevedo, um relatório intitulado:
“Por um Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade (2015-2035)”.
O relatório é claro e critica o
Estado por ter produzido, ao longo do tempo políticas demográficas
“desconexas”, propondo uma política natalista integrada no apoio à família.
As 29 medidas centram-se em diversas
áreas: fisco, trabalho, solidariedade social, saúde e educação.
Na apresentação realizada em Castelo
de Vide o Prof. Doutor Joaquim falou-nos do aumento do rendimento das famílias
com filhos.
Realçou também a importância da
harmonização do trabalho-família e um melhor acesso a serviços de guarda e
ocupação das crianças.
Actualmente, um casal com mais filhos
é prejudicado em termos fiscais. Assim, propõe-se também uma redução de 1,5% na
taxa de IRSA para o 1º filho e 2% para o 2ºfilho.
O relatório pode ser consultado aqui:
http://www.psd.pt/ficheiros/dossiers_politicos/dossier1405440683.pdf
Aguardando que estas medidas sejam
implementadas, por um: “Portugal amigo das crianças e das famílias”


