Terminou hoje o 35.º Congresso nacional do PSD. Um congresso que, infelizmente, e ao contrário do que talvez servisse melhor o Partido, não foi tão participado como muitos dizem e nem chegou «a aquecer». No entanto, algumas das intervenções farão história, apesar de ainda haver muitos com responsabilidade que continuam a viver o passado (recente) e não mostraram ideias de futuro.
No sábado, durante a manhã terminaram as apresentações das propostas temáticas, onde naturalmente destaco a intervenção do Secretário-Geral da JSD - Simão Ribeiro que fez uma apresentação relevante sobre a moção da JSD para reformar o sistema político nacional. Este 2.º dia foi o mais importante do congresso e onde se registaram as intervenções mais substantivas, por parte dos companheiros Nuno Morais Sarmento, Luis Filipe Menezes, Paulo Rangel, Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Santana Lopes, além de, naturalmente, das intervenções do Presidente do Partido, Pedro Passos Coelho.
Mas a verdade é que a maioria das intervenções dos companheiros que tomaram a palavra, e mesmo a espaços, as intervenções de Pedro Passos Coelho e Luís Filipe Menezes, olharam mais para o passado do que para o presente e futuro! Desde justificações de resultados eleitorais, diagnósticos desnecessários, ataques inconsequentes a militantes que já o são mais na comunicação social do que no Partido, entre outros assuntos que de debate político só tiveram aproximação. Faltam ideias para o futuro!
Paulo Rangel e Marcelo Rebelo de Sousa «salvaram» a noite do 2.º dia e, sem dúvida, o congresso! Discursos positivos, incisivos, eloquentes e com visão a longo prazo. A «má moeda», como muitos o disseram, trouxeram as boas notícias e os melhores discursos.
E como este se trata de um texto de opinião, há a registar também a demais evidente dualidade de critérios nas inscrições e gestão do tempo das intervenções no congresso dos diversos companheiros. Fernando Ruas, criticado sobre esta gestão, refugiou-se no regulamento do congresso, mas que não justifica a dualidade. Um aspecto que, para quem não é figura nacional, é sempre injusto.
Por fim hoje, Domingo, a registar a eleição dos Orgãos Nacionais ou seja, da Comissão Política Nacional, da Mesa do Congresso, da Comissão Nacional de auditoria financeira, do Conselho Nacional e Conselho de Jurisdição Nacional que causaram algumas surpresas, tanto nos candidatos apresentados por Passos Coelho para os diversos Orgãos, como pelos resultados conseguidos para os Conselhos Nacionais.


