Desde o nosso nascimento, que todos tivemos alguém que zelasse por nós. Os mais afortunados tiveram sempre a sua família. Famílias, que desde esse primeiro suspiro permaneceram junto de nós, protegeram-nos, amaram-nos, enfim dedicaram-nos toda a sua existência. Elas são o nosso porto de abrigo a nossa pedra filosofal e nós somos o seu reflexo. A elas tudo devemos.
Como é bom ser amado sem limites e sem descriminação. A descriminação muitas vezes é nos transmitida pela própria sociedade, que por vezes devido a desconhecimento, prefere ignorar as nossas limitações ao invés de procurar informar-se da nossa realidade.
Muitos de nós quando nascemos, é-nos transmitido a falta de esperança. Poucos crêem que sobrevivamos, outros acreditam que temos uma esperança média de vida muito reduzida. A nossa família, sente o desespero, impotência, infelicidade.
“Sinto as lágrimas a tocarem-me na pele e são como lâminas pois não suporto que a minha família chore. Durante aqueles longos meses que permaneci na barriga da minha mãe, senti a felicidade da minha família. Onde está o apoio da sociedade. Não deveriam ajudar os que mais precisam…
A minha família precisa de apoio psicológico, precisa que lhe digam toda a verdade.
Raras na sua experiência de vida,
Raras na superação das suas limitações,
Raras na transposição de obstáculos,
Raras na capacidade de luta pelos direitos do seu ente querido,
Raras na sua força,
Raras no Amor incondicional,
Raras na sua Coragem.

